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Médicos nacionais em elevado estado de exaustão

Cerca de dois terços dos médicos que exercem em Portugal admitem estar em elevado estado de exaustão emocional. De acordo com um estudo divulgado esta semana, este é um dos indicadores associados ao stresse profissional crónico, o chamado burnout, que muitas vezes afeta profissionais da área da saúde.

O estudo, realizado pela Ordem dos Médicos e pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, mostra que entre os mais afetados estão os especialistas das áreas da neurocirurgia e de medicina legal, assim como os clínicos mais jovens, que frequentemente apresentam os níveis mais elevados nos indicadores de burnout analisados pelo estudo: exaustão emocional, distanciamento face ao doente e diminuição da realização profissional.

O inquérito foi feito a 10 mil médicos portugueses e foi para o bastonário da Ordem dos Médicos surpreendente. De acordo com José Manuel da Silva, “não estava à espera que o problema fosse tão grave, o que exige que se olhe para esta questão com muita atenção”.

“A verdade é que os médicos portugueses não estão bem e isto exige medidas da parte da tutela”, refere.