Através da realização de ressonâncias magnéticas, os investigadores observaram uma atividade cerebral mais forte no lado esquerdo do cérebro em pacientes ansiosos quando os colocaram a ouvir sons de vários instrumentos dentários. Já com sons neutros, como um instrumento musical, a atividade cerebral nesta região do cérebro baixou significativamente.
Quando os sons de instrumentos dentários foram reproduzidos a um grupo de controlo de pacientes que não sofrem de ansiedade, não foi detetada atividade cerebral significativa. Estes pacientes revelaram uma atividade cerebral mais intensa no lado direito do cérebro e no lobo frontal esquerdo, região do cérebro habitualmente associada ao processamento auditivo e outras funções.
“Os indivíduos no grupo de pacientes que sofriam de ansiedade poderiam estar a recordar memórias de sons em tratamentos dentários anteriormente realizados”, refere Hiroyuki Karibe, um dos cientistas responsáveis pelo estudo.


