Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde, revelou em entrevista ao jornal Público [1], que “não havendo dinheiro para todos, no caso da saúde oral, as prioridades serão provavelmente os idosos, diabéticos, seropositivos, [as pessoas] com carência económica extrema.” No início do mês de setembro, alguns centros de saúde nacionais começaram a receber médicos dentistas [2], não se sabendo ainda quando é que o projeto-piloto do Governo passará a estar implementado em todos os centros de saúde do país.
Na entrevista que deu ao jornal diário, o ministro da Saúde sublinhou ainda que “não dissemos que íamos dar um dentista a todos os portugueses. Estamos a procurar qualificar os centros de saúde, dar mais respostas e vamos à velocidade que pudermos, com os recursos que temos.”
Além disso, fez questão de sublinhar que “o sector privado não pode ter uma atitude de estar à espera que o SNS funcione mal para ter sucesso e não pode ter uma atitude predatória. Vejo com bons olhos aquilo que tem sido transmitido por alguns responsáveis desses grupos privados, que estão a investir num corpo profissional dedicado, com carreiras próprias, com investigação, com ensino e em que efetivamente haja dois tipos de realidade: o SNS com o seu caminho, com os seus profissionais e com as suas carreiras, e o sector privado com as suas opções, com o seu caminho autónomo e não sempre à espera de fazer sucesso à custa da desgraça do sector público.”