Segundo a vice-ministra da Saúde, Nazira Abdul, em Moçambique existem somente 238 unidades sanitárias com serviço de estomatologia e 389 profissionais de saúde oral, no entanto a oferta continua aquém das necessidades do país.
A ministra reconheceu recentemente a falta de uma estratégia para travar a cárie dentária, facto que está aliado ao elevado encargo das doenças orais. A chefe do Programa Nacional de Saúde Oral, Marta Domingos, disse ao jornal moçambicano “Verdade” que a falta de estratégias e políticas para combater a doença tem minado os esforços desenvolvidos pelo sector, uma vez que não existe um banco de dados para a definição de ações concretas para fazer face à situação.
Segundo Marta Domingos, a falta de material laboratorial, a insuficiência de recursos humanos e a exiguidade financeira constituem também obstáculos para o fracasso do combate e erradicação da doença em Moçambique.