Segundo o comunicado que anuncia os nomes dos laureados, “o Instituto Karolinska decidiu distinguir dois cientistas que descobriram que células maduras e especializadas podem ser reprogramadas para se tornarem células estaminais, capazes de formarem qualquer tecido do corpo” e acrescenta que “a sua descoberta revolucionou a nossa compreensão de como as células e os organismos se desenvolvem”.
As células estaminais pluripotentes são células existentes num embrião nos primeiros dias após a conceção e que podem transformar-se em quaisquer células existentes no organismo adulto (células nervosas, a células musculares, células do fígado) especializadas para cumprir funções específicas.
Segundo o Comité Nobel “compreendemos hoje que a célula madura não tem de ficar confinada para sempre ao seu estado especializado. Os manuais foram reescritos e estabeleceram-se novos campos de investigação. Ao reprogramar células humanas, os cientistas criaram novas oportunidades de estudar doenças e desenvolver métodos de diagnóstico e terapia”.