O estudo envolveu 102 pacientes diagnosticados com cancro e que estavama ser tratados com radioterapia modular intensiva, uma técnica de radioterapia bastante precisa que causa menos danos que a radioterapia convencional.
Os pacientes foram analisados seis semanas e um ano depois da terapia, e demonstraram que a função de uma das duas glândulas sub-mandibulares pode ser preservada em pacientes com pequenos tumores na garganta, em particular. Os pacientes que receberam uma dose inferior a 40 Gy tiveram uma melhor produção de saliva e uma redução dos sintomas de boca seca em relação aos pacientes que receberam doses superiores de radiação.
“Tendo em conta que as glândulas sub-mandibulares são a principal fonte da saliva, a dose para estas glândulas pode ter sérias implicações nos sintomas de boca seca. Por isso é importante procurar melhores técnicas de radioterapia para poupar pelo menos uma destas glândulas”, disse um dos investigadores responsáveis pelo estudo.