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Novas investigações podem acelerar a medicina dentária regenerativa

Investigadores do Karolinska Institutet, em Estocolmo, na Suécia, acreditam que novos dados sobre a composição celular e o crescimento dos dentes podem acelerar os desenvolvimentos na medicina dentária regenerativa e no tratamento da sensibilidade.

No estudo Dental cell type atlas reveals stem and differentiated cell types in mouse and human teeth [1], publicado no final de setembro na Nature Communications, os investigadores analisaram a composição celular dos dentes em crescimento e inclusos de ratos e humanos, por forma a compreender os tipos celulares e os mecanismos de crescimento dentário – essenciais para a reconstrução dentária.

Os dentes desenvolvem-se através de um processo complexo, no qual tecido mole, com tecido conjuntivo, nervos e vasos sanguíneos, é ligado a três tipos diferentes de tecido duro numa parte funcional do corpo. No caso dos humanos, a dentição fica completa antes da idade adulta, mas os ratos, entre outras espécies, têm dentes que continuam a crescer ao longo da vida.

De acordo com o estudo, a população de células estaminais dos dentes incisivos em ratos autorrenova-se continuamente e reconstitui tecido que se perde devido ao ato de roer. Recorrendo a um método de sequenciação de RNA de célula única e rastreio genético, os investigadores examinaram as características dos incisivos em crescimento de ratos, compararam-nos com os molares que não crescem, e avaliaram em que medida o modelo do rato reflete o crescimento dos dentes humanos.

De acordo com os autores do estudo, Igor Adameyko, investigador sénior no Departamento de Fisiologia e Farmacologia do Karolinska Institutet, e Kaj Fried, professor sénior no Departamento de Neurociência, das células estaminais às células adultas completamente diferenciadas, foi possível “decifrar as vias de diferenciação dos odontoblastos, que dão origem à dentina […] e aos ameloblastos, que dão origem ao esmalte”. Os investigadores descobriram também novos tipos e camadas celulares que podem desempenhar um papel na sensibilidade dentária.

Estas descobertas podem explicar aspetos complexos do sistema imunitário dos dentes e ajudar a compreender a formação do esmalte dentário.