Com base em 2900 respostas, num universo de 7400 dentistas, o inquérito realizado entre setembro e outubro deste ano mostra ainda um aumento no número de profissionais que não estão a exercer a profissão: 5,6%. Os dados vão ser divulgados durante o Congresso da OMD, sendo que Orlando Monteiro da Silva já assumiu que a crise já chegou à medicina dentária. “Temos a perceção de que há um aumento significativo do número de médicos dentistas a exercer no estrangeiro, apesar de no último inquérito, de 2010, não contemplar ainda esta questão”.
Os salários mais altos oferecidos noutros países, como o Reino Unido, e a dificuldade de encontrar emprego em Portugal tem levado muitos profissionais a deixar o país. “O Reino Unido tem vindo a abrir o seu serviço nacional de saúde à medicina dentária. Acresce ainda que na Europa do Norte e Centro há falta de médicos dentistas”, referiu o bastonário da OMD.
No inquérito elaborado pela Universidade do Porto, os jovens são quem tem uma “probabilidade significativamente maior” de não exercer a profissão, contribuindo para os 5,6% de dentistas que não conseguem arranjar trabalho.
A nível de saúde oral, os dados indicam ainda que os portugueses estão a ir menos ao dentista e apenas vão para efetuar procedimentos simples ou em casos de urgência, evitando tratamentos mais dispendiosos.