“O facto de não ser médico não é relevante. O que é fundamental é o seu perfil e a sua capacidade de gestão. Não é a primeira vez que um não médico está à frente do ministério da Saúde. Temos os exemplos de António Arnaut, Leonor Beleza, Luís Filipe Pereira ou Manuela Arcanjo”, refere o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. “A medicina dentária está no setor liberal, privado, e apenas se pede que nos deixem trabalhar”. Para Orlando Monteiro da Silva, o novo ministro da Saúde tem provas dadas ao nível do “combate ao desperdício e a nível da eficácia. Terá que haver sensibilidade social relativamente às medidas a tomar. Mas o percurso que teve noutras áreas dá-nos uma perspetiva de confiança na sua atuação futura”.
Paulo Macedo, licenciado em Organização e Gestão de Empresas, pós-graduado em Gestão Fiscal, chegou à Direção Geral dos Impostos (DGCI) em 2004 pela mão de Manuela Ferreira Leite e é visto como um dos grandes responsáveis pela modernização e informatização da máquina fiscal.
Atualmente exerce o cargo de vice-presidente do conselho de administração executivo do Milennium BCP. Ocupa ainda o cargo de vogal do Supervisory Board da Euronext, NV, é vice-presidente da comissão executiva do agrupamento de Alumni da AESE – Associação de Estudos Superiores de Empresa e membro do conselho da escola do Instituto Superior de Economia e Gestão.
De referir que, entre 2001 e 2004, foi administrador da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A. (Médis).