O relatório analisa os últimos quatro anos e conclui que existem sinais de que as autoridades nacionais e internacionais têm feito um “esforço por negar a evidência do impacto da crise sobre a saúde das pessoas, evitando a discussão e adoção de medidas de prevenção”, “esquecendo que do outro lado estão pessoas em sofrimento e com desenvolvimento cada vez mais hipotecado.”
O estudo refere, por exemplo, o impacto da crise na saúde mental, que levou a um aumento da taxa de incidência de depressão e a aumentos no consumo de álcool e cannabis por estudantes do terceiro ciclo e secundário. Relativamente ao suicídio, o observatório destaca como positiva a elaboração do Plano Nacional de Prevenção a ser implementado entre 2013- 2017.
O Observatório Português dos Sistemas de Saúde refere também que nos últimos anos as políticas de saúde desinvestiram na descentralização do Serviço Nacional de Saúde e que ao nível dos cuidados primários existem problemas como a discrepância entre o discurso politico, que diz apostar nestes serviços, e a prática, que é pautada por dificuldades diárias dos profissionais que acabam por se refletir na prestação de cuidados.