“Estamos nos estadios iniciais desta tecnologia e serão ainda realizados mais desenvolvimentos e testes, mas estamos bastante entusiasmados com os potenciais benefícios para os pacientes. Imaginem o que significaria se estes óculos eliminassem a necessidade de uma cirurgia subsequente, a qual está associada a dor, inconveniência e ansiedade”, refere Julie Margenthaler, cirurgiã que já utilizou estes óculos durante uma operação.
Durante uma cirurgia para remoção de um tumor, os cirurgiões têm de remover o tumor e algum do tecido circundante, que pode ter ou não células cancerígenas. As amostras são posteriormente enviadas para o laboratório de patologia para ser visualizadas ao microscópio. No caso de o tecido circundante ter células cancerígenas, o paciente é sujeito a uma segunda cirurgia para remoção do tecido afetado. Com estes óculos reduz-se a necessidade destas cirurgias subsequentes.
Esta tecnologia incorpora uma tecnologia vídeo específica e um agente molecular que se liga às células cancerígenas e as torna brilhantes. Numa experiência realizada em ratos de laboratório, os cientistas utilizaram indocianina verde, um agente de contraste já aprovado pela Food and Drug Administration. Injetada nos tumores, esta substância torna as células cancerígenas brilhantes quando visualizadas com os óculos.