Segundo o Jornal da Madeira, Paulo Melo explicou que outra das preocupações para 2012 é o “acompanhamento dos processos de avaliação dos licenciamentos das clínicas e consultórios”, assim como “o acompanhamento de perto da implementação da receita eletrónica e do processo de aquisição das vinhetas”, que foi implementado recentemente. “Um processo relativamente complexo que vai acabar por se repercutir na Região Autónoma da Madeira, pelo que se torna necessária alguma experiência da nossa parte para, depois, o nosso representante regional poder trazer esse know how quando houver necessidade de implementar o processo aqui”, afirmou.
Outra aposta, ainda que condicionada pelas medidas impostas pela troika, será a revisão estatutária, com a introdução dos conselhos regionais na estrutura dos órgãos sociais da OMD.
Já o representante da OMD na Madeira, Gil Alves, mostrou-se preocupado com a situação financeira que vários utentes atravessam, o que os levou a “deixarem de fazer as suas rotinas habituais e passarem a recorrer numa situação de emergência ou urgência”. “Como é óbvio, se durante anos andaram a tentar primeiro tratar e depois conservar isto fará com que, daqui a alguns anos, existirão mais lesões de patologia oral, concretamente da cárie dentária e isto terá como consequência o facto de mais tarde serem necessários mais custos para voltar a repor a saúde oral perdida”, sublinhou.
Gil Alves relembrou que o programa de saúde oral nas escolas da região da Madeira está, neste momento, parado, por isso “é importante pô-lo a funcionar de novo”. “Se colocamos as coisas em stand-by voltamos a regredir 10, 15, 20 anos e, obviamente, não queremos isso para a região”, concluiu.