Reunido no final da passada semana com Cavaco Silva, o dirigente acrescentou não querer “retrocessos, mas sim a afirmação crescente da medicina dentária como área fundamental”. O encontro “foi da maior importância devido à situação económica e política que o país atravessa”, comentou o bastonário, mostrando-se preocupado com os “mais de 700 médicos dentistas que já exercem fora de Portugal” e com os “milhares de empregos” em medicina dentária que estão “em risco”.
Orlando Monteiro da Silva não adiantou as medidas discutidas com o Presidente para melhorar as condições laborais dos profissionais de saúde ou para facilitar o acesso dos utentes a tratamentos. Adiantou, no entanto, os temas que mereceram maior destaque no encontro: A acessibilidade da população à medicina dentárias; Questões corporativas sobre os problemas dos médicos dentistas, incluindo a vaga de emigração pela falta de contratações em Portugal; A importância da cooperação entre a OMD e países de expressão portuguesa, nomeadamente Angola, e os “problemas transversais às profissões da saúde, incluindo a qualificação e frequência universitária.
O Bastonário garantiu também que “os problemas apresentados têm merecido o estudo e ponderação do PR, para que se consiga exercer de forma eficaz”.
De recordar que a OMD já se havia reunido com os líderes do PSD e PCP. Atualmente encontra-se também a “fazer contactos com outras entidades como o Infarmed ou Autoridade da Concorrência no sentido de envolver, numa perspetiva transversal, tanto agentes políticos como agentes da saúde” para a resolução dos problemas do setor, afiançou Orlando Monteiro da Silva.
foto: Presidência da República Portuguesa