Entre as medidas propostas estão a obrigatoriedade do registo destas sociedades, prestadoras de serviços e cuidados de saúde oral na Ordem dos Médicos Dentistas, bem como o capital social destas sociedades comerciais ser detido por médicos dentistas.
«Nada move esta candidatura contra as empresas que actuam na área de prestação de cuidados de saúde oral, a operar em Portugal, e se impõem critérios de rentabilidade e lucro. Agora, os médicos dentistas, as autoridades e o país, não devem permitir que estes critérios se construam à custa de salários terceiro-mundistas, da baixa qualidade dos serviços prestados e da falta de educação para a saúde oral que, infelizmente, as nossas populações demonstram», manifestou Orlando Monteiro da Silva em comunicado.
Nos últimos anos, assistiu-se a modificação profunda na organização da profissão na prestação de cuidados médico-dentários. Nomeadamente no alastramento de estruturas orientadas exclusivamente para uma lógica de lucro imediato, estratégias comerciais agressivas com recurso a promoções, saldos ou bónus. De acordo com Orlando Monteiro da Silva este tipo de medidas não só coloca em causa os princípios éticos fundamentais da profissão, como prejudica a saúde pública e o consumidor.
São empresas comerciais que socorrem-se habitualmente de lacunas no ordenamento jurídico português e da actuação deficiente das autoridades de regulação. Algumas destas estruturas são franchisadas, situando-se a sede fora do país.
Este regime proposto existe em Portugal para advogados, revisores oficiais de contas, solicitadores e na Europa, por exemplo, em países como Espanha e França.


