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Osteoporose: colaboração entre médico e médico dentista beneficia tratamento da doença

Os autores do artigo “Osteoporosis and Its Implication of Dental Patients”, publicado na edição de Maio do “The Journal of the American Dental Association” (http://www.ada.org/prof/resources/pubs/jada/index.asp [1]), analisaram a documentação médica e médico-dentária existente para examinar as consequências da osteoporose na Saúde Pública dos Estados Unidos da América (EUA).
Além disso, avaliaram as reais implicações de efectuar tratamentos bucais a pessoas com osteoporose ou com tendência a vir a sofrer da patologia.
De acordo com a equipa de investigação, os dados recolhidos indicam que a patologia e as fracturas a ela relacionadas são mais comuns do que a doença coronária, AVC ou cancro da mama.
Em adição, a pesquisa permitiu revelar que a gestão clínica da osteoporose compreende o controlo da alimentação, exercício físico, cessação da ingestão alcoólica e tabágica e a prescrição de medicamentos – incluindo moduladores selectivos dos receptores de estrogénio, calcitonina, agentes anabólicos e bisfosfonatos – associados ao desenvolvimento da osteonecrose maxilar.
Os autores determinaram que a manutenção da saúde oral é essencial em pacientes com osteoporose e que a mudança para a terapia de bisfosfonatos ou para outros tratamentos médicos deve apenas ser realizada após discussão com o médico assistente do doente.
«Os médicos dentistas necessitam de perceber a osteoporose, os seus tratamentos e as suas complicações para que possam receitar a terapêutica adequada», aconselharam os autores.
Todos os profissionais de saúde envolvidos no tratamento oral dos seus pacientes, particularmente aqueles que se encontram a tomar bisfosfonatos orais, devem debater as decisões sobre o cuidado oral dos pacientes com o seu médico assistente, concluíram os investigadores.