O estudo*, que contou com a participação de 75 pessoas que receberam implantes dentários, mostrou que todos os inquiridos esperam que os seus médicos sejam capazes de identificar complicações, como sangramento e ‘raízes’ de implantes soltas, e a maioria diz conseguir identificar sozinho esse tipo de problemas.
O estudo – An exploratory study to investigate if patients are able to aid the early diagnosis of peri-implant complications – publicado por Simon Wright do Implant Centers of Excellence in the U.K. testou a hipótese de que os pacientes não conseguem entender a diferença entre um impante bem-sucedido e um mal sucedido.
Os resultados, que se centraram na perceção de cinco áreas relacionadas com a saúde pós-implantes, estética, restaurações soltas, sangramento, implantes fraturados e oclusão, mostram que não existem diferenças significativas de opinião e perceção entre pacientes e dentistas.
Os pacientes consideraram que existiam fraturas em 5,3% das restaurações, enquanto os dentistas detetaram fraturas em 1,4% dos casos. No que diz respeito a oclusão, os pacientes reportaram casos em 1,3% dos casos, enquanto os dentistas detetaram o problema em 5,3% das examinações.
De acordo com os responsáveis pelo estudo, os pacientes podem ter conseguido determinar problemas com alguma exatidão porque estavam informados acerca dos riscos dos implantes, o que não significa que todas as pessoas estejam informadas acerca dos riscos potenciais dos implantes dentários.
Bruno Chrcanovic, investigador em Odontologia da Universidade de Malmo, na Suécia, explicou à Reuters que isso não significa que todos os problemas possam ser identificados sem consultas regulares. “Alguns pacientes acham que conseguem entender os problemas e que os conseguem resolver de forma apropriada sozinhos sem check-upsdentários regulares. Isso nem sempre é verdade”, refere.
* http://www.nature.com/bdj/journal/v218/n11/abs/sj.bdj.2015.394.html [1]