As declarações surgem na sequência de uma triagem odontológica noticiada recentemente pela SAÚDE ORAL – link – e que abrangeu cerca de mil jovens com idades compreendidas entre os 11 e 17 anos.
A ONG apurou que pelo menos 30% dos jovens têm “problemas orais gravíssimos”, 43% dos jovens afirma igualmente que a falta de higiene oral adequada afeta negativamente o rendimento escolar e a relação com a família, amigos, vizinhos e professores, razão pela qual Fábio Bibancos defende que “é preciso aumentar o número de dentistas voluntários em Portugal”.
Para resolver este problema, o médico brasileiro afirma ser necessário “meter as mãos na massa” e que não é suficiente “pagar impostos, votar nos candidatos aos cargos de poder e ficar à espera de um mundo melhor”. Por isso organizou a triagem odontológica, onde foram “selecionados” os jovens com “piores condições de saúde oral, com o menor Rendimento Social de Inserção”.
“Os serviços odontológicos privados são reservados às elites. Não existem serviços públicos completos que atendam a população carenciada. Em Portugal existe um serviço odontológico no setor público muito melhor do que no Brasil, mas ainda assim é muito deficiente”, criticou.


