No final da reunião entre o ministro e dirigentes do Sindicato Independente dos Médicos e da Federação Nacional de Médicos, o governante reconheceu que “não é possível” acabar, de vez, com a contratação de médicos à hora para o Serviço nacional de Saúde uma vez que, “nos próximos anos, não há oferta de médicos suficientes para todas as necessidades, designadamente nos serviços de urgência, quer anestesistas, quer em medicina geral e familiar”, citado pelo Jornal de Negócios.
“Concordámos que a contratação à hora deve evoluir de forma decrescente o mais depressa possível, sendo que, para isso, a abertura dos concursos, e naturalmente a resposta suficiente de médicos, permitirá que esse número decresça o mais rápido possível”, acrescentou Paulo Macedo.
Na reunião, o ministério comprometeu-se a concluir, até 31 de agosto, prazo dado pelos sindicatos para um acordo, as negociações sobre a contratação coletiva de trabalho, a tabela remuneratória de 40 horas e a alteração ao regime de trabalho em serviço de urgência.


