Segundo noticiou o “Medical News Today”, no dia 23 de Maio, é possível que ocorram dois tipos de perda dentária traumática durante a infância: a perda prematura de um dente de leite ou a perda de um dente permanente. «No que respeita ao dente decíduo, eles [os pais e os educadores] normalmente não acreditam que a sua perda é importante, uma vez que é suposto o dente definitivo substituí-lo», comentou o porta-voz da AGD, Tom A. Howley.
Ou seja, é importante manter a primeira dentição, porque ela é responsável pela conservação do espaço para os dentes permanentes. Conservar os dentes de leite aumenta, também, a possibilidade dos dentes definitivos nascerem direitos.
De acordo com a autora principal do estudo, Lucianne Cople Maia, outro pensamento errado é o de que o dente pode sempre ser reimplantado. Contudo, deveria ser considerado o tratamento em caso de prematura perda dentária primária. A área de onde o dente se desprendeu «deve ser examinada, buscando fracturas ósseas ou outros danos», explica Howley.
No que concerne à perda de dentes permanentes, os pais e os educadores costumam atrasar a procura de tratamento.
Outro porta-voz da AGD, Mark Donald, explica que «a probabilidade de sucesso encontra-se directamente relacionada com o tamanho do trauma e com o tempo que o dente está fora da cavidade oral». «O tempo ideal entre a perda dentária e a reimplantação é de 30 minutos no máximo», acrescentou Maia.
Ainda de acordo com o estudo, as crianças tendem a perder os dentes permanentes prematuramente devido ao facto das raízes e das gengivas ainda se estarem a desenvolver.