Durante o 11º European Workshop on Periodontal diseases (EWP), que reuniu vários periodontologistas europeus e americanos, ficou claro que a periimplantite e outras doenças que afetam pacientes com implantes dentários continuam a aumentar, com os números a mostrarem que cerca de 46% das pessoas com implantes sofrem de periimplantite.
Segundo os profissionais, torna-se por isso cada vez mais importante combater a doença. A Universidade de Birmingham foi uma das primeiras a começar a investigar formas de travar a doença e decidiu analisar de que forma é que a utilização de titânio nos implantes pode estar a contribuir para doença.
Os primeiros resultados, publicados em 2012, demonstraram que é preciso melhorar a robustez e a resistência à corrosão do titânio. Owen Addison, responsável pela descoberta, explicou que “onde o titânio é libertado, a reação às bactérias patogénicas na superfície do implante pode ser modificada, possivelmente aumentando a suscetibilidade à progressão de doenças”. Contudo, sublinha “os implantes dentários têm sido extremamente bem-sucedidos e continuaram a ser uma importante opção para os pacientes”.
Philip Friel, Presidente da Associação de Implantologia Dentária (ADI), defende que é preciso “incorporar contingência nos planos de tratamento para que quando houver uma falha seja possível lidarmos com isso. Como comunidade, estamos a trabalhar na melhor forma para lidar com isso. Tem que haver uma diferença entre sobrevivência e sucesso”.
Eddie Scher, director de comunicação da ForestEthics, defende por outro lado que todos os dentistas deveriam ser educados para conseguirem colocar e manter implantes dentários. “Todos os dentistas deveriam saber como tratar um caso de implantes dentários. Se um dente não pode ser salvo, um implante dentário tem que ser uma opção.”


