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Piercings e pastilhas elásticas ligados a disfunção temporomandibular

Os piercings e as pastilhas elásticas podem estar por detrás de disfunções temporomandibulares. Um estudo recentemente publicado na revista científica Acta Odontologica Scandinavica, na Suécia, revela que estes dois fatores resultam num aumento da atividade muscular oral e numa sobrecarga para a mandíbula.

O estudo, que procurou avaliar o impacto de hábitos parafuncionais orais, como roer as unhas e mascar pastilhas elásticas, analisou a prevalência de sintomas de disfunção temporomandibular num grupo de estudantes a frequentar o ensino secundário através de um questionário e de exames orais.

Os resultados agora publicados mostram que cerca de 86% dos estudantes mascavam pastilhas elásticas de forma regular e que 14% possuía um piercing oral. Além disso, entre aqueles que mascavam pastilha, 25% tinha o hábito de o fazer diariamente. Já no que diz respeito aos sintomas de disfunção temporomandibular, os inquiridos revelaram que estes eram prevalentes pelo menos uma vez por semana, com 39% a reportar dores de cabeça, 18% a referir que sentia a mandíbula a estalar, 7% a reportar dor facial e 6% a referir que sentia dificuldades em abrir a boca amplamente.

Mais: de acordo com os investigadores, as raparigas estudadas, que no geral possuíam mais piercings orais e mascavam pastilha elástica de forma mais frequente, reportaram sintomas de disfunção temporomandibular mais severos, assim como uma maior utilização de analgésicos e visitas ao médico do que os rapazes incluídos no estudo.

Segundo o estudo, o consumo de pastilhas elásticas de forma frequente foi sobretudo associada a sintomas como dor de cabeça e dificuldades em abrir a boca amplamente. Os piercings orais, por outro lado, são responsáveis por sintomas como dores de cabeça e sensibilidade muscular.