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PIPCO emitiu mais de 3800 cheques-diagnóstico em 2015

O Programa de Intervenção Precoce do Cancro Oral emitiu em 2015 um total de 3836 cheques diagnóstico, um número superior aos cheques emitidos em 2014, ano em que o programa foi lançado. De acordo com dados revelados esta quinta-feira pela Ordem dos Médicos Dentistas, o número de cheques biópsia utilizados no ano passado também duplicou face ao número de 2014, passando de 269 para 661.

PIPCO - infografia dados OMD [1]

Paulo Ribeiro de Melo, dirigente da Ordem dos Médicos Dentistas, explica que “embora não sendo comparáveis, porque em 2014 o programa teve início mais tarde, podemos registar uma evolução positiva e acreditamos que este ano o PIPCO terá ainda melhores resultados. Queremos que a taxa de utilização cresça para os níveis do programa cheque dentista. É importante que os médicos de família sejam mais proactivos na divulgação do programa junto dos seus doentes, sobretudo os que têm mais de 40 anos e são fumadores e/ou consumidores de álcool, que são quem apresenta maior risco de cancro oral.”

Segundo os dados agora apresentados, dos 3836 cheques-diagnóstico emitidos em 2015 foram utilizados 1421, e destes, 703 deram origem à emissão de um cheque biópsia por parte do médico dentista, tendo sido utilizados 661.

No total, registaram-se 23 biópsias positivas, mais 9 do que no ano de lançamento do programa. Além disso, 49 resultados de biópsias indicaram casos potencialmente malignos.

Por outro lado, a região Norte foi a que apresentou mais casos positivos, 16, e potencialmente malignos, 34.

Paulo Ribeiro de Melo salienta que “estes resultados positivos referem-se apenas a doentes que beneficiaram do PIPCO não estando contabilizados outros doentes. O objetivo do PIPCO é garantir que a deteção do cancro oral seja efetuada o mais cedo possível, pois este será o meio que permite salvar mais vidas e manter a qualidade de vida dos doentes. O cancro oral é tratável, mas devido à sua deteção tardia é dos mais mortíferos”.

Os últimos dados disponibilizados pela Federação Dentária Internacional referem-se a 2012 e dão conta de mais de 299 mil casos de cancro oral em todo o mundo, tendo provocado mais de 145 mil mortos. A taxa de sobrevivência do cancro oral a cinco anos ronda os 50% e é uma das mais baixas de todos os cancros.