Miguel Meira e Cruz, diretor clínico da Great Medical Solutions, conta agora com a especialidade europeia em Medicina do Sono. Numa nota enviada à SAÚDE ORAL, o médico dentista revela que fez no passado dia 13 de setembro “o exame europeu de especialidade em medicina do sono, tendo sido aprovado”.
Miguel Meira e Cruz revela ainda que, além dele, também a pediatra Helena Loureiro e Carlos Teixeira, Técnico de Neurofisiologia, “foram aprovados no mesmo exame, realizado na Universidade de Bologna. O título, conferido pela European Sleep Research Society é de Somnologista – Especialista em Medicina do Sono e de Somnologista – Técnico do Sono no caso do Dr. Carlos Teixeira.” A Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono conta agora com quatro especialistas europeus em Medicina do Sono.
A revista Saúde Oral falou com Miguel Meira e Cruz que explicou que a atribuição deste título representa “uma etapa importantíssima” na sua carreira. Leia a entrevista abaixo:
O que significa para si a conquista do título de especialista europeu em medicina do sono?
Significa o finalizar de uma etapa importantíssima na minha dedicação à medicina do sono. Tinha antes sido reconhecido com o título Europeu de Medicina Oral do Sono, que apesar de honroso, se restringe a uma face muito concreta da especialidade. Com o título de especialista europeu em medicina do sono foi-me reconhecida a idoneidade plena. É um título difícil de conseguir de acordo com os critérios actuais. Primeiro temos que ter um currículo extraordinário para a candidatura ao exame, só por si muito exigente. Depois, a aprovação no exame. É de facto uma recompensa muito grande depois de tanta luta, sobretudo porque, segundo sei, fui o primeiro médico dentista com o título.
A sociedade e os profissionais de medicina dentária estão cada vez mais despertos para as problemáticas da medicina do sono?
Creio que sim. Antes de mais porque o sono é universal e os seus problemas influenciam todos, individualmente e na forma colectiva, por outro lado, porque a oferta em formação, nomeadamente através de cursos pós graduados tem sido cada vez maior e a divulgação intensifica-se também.
Como decorreu o curso de pós-graduação em Cronobiologia e Medicina do Sono, que termina agora em dezembro?
Foi um arranque fantástico. Os alunos estão motivados e sentem-se recompensados pela aprendizagem num ambiente em que aprender depende sobretudo de um ambiente informal em que a academia se engrandece pela interação de docentes nacionais e internacionais de prestigio nas áreas de cronobiologia e medicina do sono.
Vai abrir novo curso de pós-graduação em janeiro? Já há data?
A data certa será afixada em meados de novembro, contudo já abriram as pré-inscrições para a nova edição com inicio em janeiro de 2017.
Quais os seus objetivos a curto prazo?
A nível institucional, manter o esforço na educação e formação em medicina do sono e concluir projectos científicos em curso, nomeadamente em conjunto com as Faculdades de Medicina e com a Faculdade de Ciências de Lisboa. No contexto pessoal, o desenvolvimento de um centro de referência em medicina do sono com a sua multicomponente torna-se um objectivo a cumprir a curto prazo.