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Portugueses sorriem cada vez menos

O autor do estudo “Uma década de sorriso em Portugal”, Freitas Magalhães, refere que “os portugueses sorriem muito, muito pouco e tal comportamento acentuou-se assustadoramente nos últimos dois anos”.

Segundo Freitas Magalhães, também diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Faculdade de Ciências da Saúde, da Universidade Fernando Pessoa, “os resultados da análise ao sorriso dos portugueses durante o segundo semestre de 2013, revelam uma expressiva diminuição na frequência e intensidade, a maior desde o início do estudo em 2003, o que é muitíssimo preocupante em termos de saúde dos portugueses”.

 De acordo com os resultados deste estudo, as mulheres continuam a sorrir mais do que os homens apesar do “registo descendente acentuadíssimo” em relação a 2012, independentemente da idade. Já os homens apresentam mais um sorriso fechado a partir dos 60 anos e as crianças são as que continuam a apresentar mais e frequentemente o sorriso largo.

 Os resultados finais deste estudo apontam também para “uma diminuição significativa na exibição de qualquer tipo de sorriso e o aumento da expressão neutra em mulheres e homens”.

No universo das fotografias analisadas neste estudo, verificou-se, também, que “a expressão facial de emoções negativas é mais frequente e intensa do que a de emoções positivas. Este padrão acentuou-se expressivamente durante o segundo semestre de 2013”, refere ainda Freitas Magalhães.

 No decorrer dos 10 anos de estudo, ficou comprovado que um dos moderadores da frequência e intensidade e expressão do sorriso é o contexto social, o que se verificou no caso português, pois a situação económico-social potenciou a inibição da expressão.