Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde, revelou na passada semana que dentro de três anos, os portugueses vão poder escolher os serviços de saúde. De acordo com o Diário Digital, o ministro da Saúde falava à margem de uma cerimónia no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, e revelou que as armas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para atrair utentes serão “a qualidade, o desempenho e a transparência.”
“A arma [para os serviços de saúde cativarem os utentes] é a qualidade, é o desempenho e a transparência. Temos de ter um Serviço Nacional de Saúde (SNS) exigente consigo próprio e que gosta de ser avaliado”, sublinhou.
Para já estão a realizar-se alguns estudos, mas as primeiras medidas serão implementadas já em abril, quando forem assinados os primeiros contratos-programa com os hospitais públicos.
Uma das medidas que está já a ser trabalhada, em conjunto com a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), é a integração de médicos-dentistas e outros profissionais de saúde oral, no SNS.
Em entrevista ao jornal Público, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, já havia revelado que “é preciso irmos além dos médicos e dos enfermeiros”, com novas valências. “Já há nutricionistas, psicólogos, higienistas orais, fisioterapeutas, nos centros de saúde, mas não em quantidade suficiente. Vamos tentar aumentar o número de profissionais. A ideia é abrir a outras áreas diferentes como a saúde oral, com o médico dentista. O cheque-dentista foi excelente, mas não é suficiente. A ideia é começar por um projeto-piloto. A estratégia passa por selecionarmos um conjunto de centros de saúde no Alentejo e Lisboa e fazermos com a OMD a seleção dos médicos e locais, os serviços a prestar e os utentes abrangidos.”