“Os nossos dados sugerem que os efeitos terapêuticos desta prática já documentados anteriormente têm um componente fisiológico ao nível molecular, que se inicia imediatamente durante a atividade”, escrevem os cientistas da Universidade de Oslo, cujo estudo, coordenado por Fahri Saatcioglu, foi publicado na revista científica PLOS ONE.
Para chegar a esta conclusão, os investigadores da Universidade de Oslo trabalharam com uma amostra de dez participantes que foram convidados a integrar um “retiro de yoga” de uma semana na Alemanha. Nos dois primeiros dias, os indivíduos passaram duas horas a praticar yoga de forma coordenada, efetuando diferentes posturas, exercícios de respiração e meditação.
Nos dois dias seguintes, os voluntários passaram o mesmo período de tempo a passear na natureza ou, em alternativa, a ouvir música clássica ou jazz. Imediatamente antes e depois de cada uma destas “sessões”, os investigadores colheram amostras de sangue dos participantes.
Posteriormente, os cientistas isolaram e analisaram células mononucleares de sangue periférico de cada um, que desempenham um papel importante no sistema imunitário, e concluíram que as caminhadas e a música mudaram a expressão de 38 genes nestas células, ao passo que a prática de yoga alterou um total de 111 genes.