Aos 18 anos, os níveis de doença, medidos através do índice CPO (número de dentes cariados e extraídos por doente) revelam uma quebra de 4,7 para 2,5. A percentagem de jovens com pelo menos um selante em dentição permanente aumentou de 19,8% para 29,3%.
Já o número de jovens com 15 e 18 anos com gengivas saudáveis praticamente duplicou de 21,1% para 41,8%, o que revela uma crescente importância dada à higiene oral, pois 96% dos jovens de 18 anos referem escovar os dentes todos os dias.
Em março, os dados revelados sobre as crianças de seis e 12 anos mostravam uma redução da prevalência das doenças orais. Aos seis anos, 79% das crianças afirma escovar os dentes todos os dias. Aos 12 anos são quase 90%
Para o secretário-geral da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Paulo Melo, “esta melhoria que se tem verificado na saúde oral dos portugueses mais jovens deve-se a três fatores. Em primeiro lugar, a existência de um programa público de saúde oral que inclui o cheque dentista e permite que os mais jovens sejam acompanhados regularmente por médicos dentistas. Em segundo lugar porque esse programa permite ensinar a prevenir as doenças orais e introduzindo o hábito de escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia e permite também que estes jovens sejam tratados quando a doença ainda está no seu início. Depois, este estudo comprova a importância do papel dos médicos dentistas portugueses na saúde oral dos jovens portugueses e que estão no caminho certo no ensinamento dos cuidados preventivos e no tratamento dos casos de doença.”
Paulo Melo considera refere também “que deve ser estudado um alargamento do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral por forma a abranger mais faixas carenciadas da população. As consultas de medicina dentária são praticamente inexistente no Serviço Nacional de Saúde (SNS), e é por isso imperativo criar condições para que todos os portugueses tenham acesso a cuidados de saúde oral. Seja com a integração de médicos dentistas nos hospitais públicos e centros de saúde, seja através de convenções entre o Estado e os consultórios e clínicas privadas.”
Os dados sobre a prevalência de doenças orais constam do relatório apresentado pela Direção-Geral da Saúde ‘A Saúde dos Portugueses – Perspetiva 2015’ que conclui que a má alimentação é o fator que rouba mais anos de vida saudável aos portugueses.