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Proteína humana pode ser a chave na luta contra a sida

Os investigadores afirmam ter bloqueado uma infecção por VIH numa proveta, ao desactivarem uma proteína humana, a ITK, activa nos linfócitos T, as células imunitárias do organismo.
A maior parte dos tratamentos contra esta infecção visa as proteínas do próprio vírus, porém, tendo em conta que o VIH tem uma enorme capacidade de mutação, estas proteínas mudam rapidamente e conduzem à emergência de resistência do vírus aos tratamentos, explicaram os cientistas na investigação publicada nos “Anais da Academia Nacional Americana das Ciências” e citada pelo “Diário Digital”.
Pamela Schwartzberg, do Instituto Nacional Americano de Pesquisa sobre o Genoma Humano, e principal autora deste estudo explicou que a proteína ITK activa os linfócitos T no mecanismo normal de resposta imunitária do organismo humano. Contrariamente ás proteínas do vírus HIV, a ITK desenvolve muito poucas mutações, adiantou, o que explica o recente interesse da comunidade científica em desenvolver os tratamentos para a neutralizar.
Estes trabalhos mostram também que se a proteína ITK não está activa, o vírus da sida não pode utilizar eficazmente as células linfocitárias T para se reproduzir, o que retarda, ou mesmo bloqueia, a sua propagação.