“Seria de esperar que os pacientes com tumores extensos fossem aqueles com pior prognóstico, mas muitas vezes a sua evolução é melhor que a de pacientes com tumores iniciais”, disse Eloiza Tajara, professora da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e coordenadora do Projeto Temático FAPESP que deu origem ao trabalho.
O melhor indicador de agressividade disponível para esses tumores, de acordo com Eloiza Tajara, é a presença de células cancerígenas nos linfonodos do pescoço. “Acredita-se que um tumor inicial capaz de enviar células para outra região do corpo seja mais agressivo que um tumor extenso que ainda não causou metástase. Mas a presença de linfonodos negativos para células neoplásicas também não é garantia de bom prognóstico”, refere a investigadora brasileira.
No organismo, a célula cancerígena consegue atravessar a membrana basal do epitélio e alcançar outros tecidos, podendo entrar na circulação sanguínea e linfática. Para simular a membrana basal in vitro, os cientistas usaram uma mistura proteica com consistência gelatinosa denominada Matrigel. A inibição de expressão da cofilina por RNA de interferência reduziu a capacidade das células de atravessar essa barreira.


