Para chegar a esta conclusão, os cientistas recrutaram 35 atletas de competição, com idades a rondar os 35 anos, e um número equivalente de não atletas, mas com as mesmas características de género e fisionomia.
Todos os participantes foram sujeitos a exames dentários e a uma recolha de amostras de saliva para análise, preenchendo posteriormente questionários sobre as suas dietas, rotinas de higiene normais e hábitos de exercício, se tivessem alguns.
15 dos atletas foram obrigados a correr intensamente durante 35 minutos numa pista exterior, enquanto iam efetuando paragens para recolha de saliva. Os resultados mostraram que os atletas tinham muito mais erosão no esmalte dos dentes e ficou provado que quantas mais horas os atletas passassem a treinar, mais provável ia ser que os dentes destes estivessem em piores condições.
Os investigadores descobriram que a resposta na saliva: quando os atletas praticavam exercício, a quantidade de saliva diminuía e a boca ficava mais seca, independentemente de beber líquidos ou não durante a corrida. A composição química da saliva mudava, tornando-se mais alcalina à medida que o treino decorria. Pensa-se que este excesso de alcalinidade pode contribuir para o desenvolvimento de tártaro e outros problemas nos dentes.


