A investigação, conduzida por Elizabeth Claus, da Universidade de Yale (EUA), recolheu informação junto de 1433 doentes americanos com idades entre os 20 e 79 anos a quem foram diagnosticados tumores no cérebro de tipo meningioma, que é geralmente benigno, avança o jornal Público.
Os doentes, que durante o tratamento estiveram sujeitos a raios-X, tinham 1,4 a 3 vezes mais probabilidade de desenvolver um meningioma, continua o estudo. As taxas de prevalência dependiam do tipo de exame dentário feito. O meningioma é um tumor que se forma na membrana que envolve o cérebro. Na maior parte das vezes, estes tumores são benignos, mas desenvolvem-se rapidamente, podendo provocar incapacidades e induzir riscos mortais em certas condições.
As pessoas que fazem radiografias dentárias estão hoje expostas a menos radiações do que no passado, contudo este estudo alerta dentistas e doentes a repensarem as razões que os levam a fazer os raios-X, refere Elizabeth Claus.
“O estudo oferece uma oportunidade para se estar vigilante em matéria de uso de raios-X para os dentes que, tal como outros fatores de riscos, pode ser atenuado”, declarou a investigadora.


