O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, refere que “alguns rearranjos cromossómicos são benéficos enquanto outros são prejudiciais” e, quando se altera o ambiente de crescimento, “os rearranjos aparentemente prejudiciais podiam tornar-se benéficos”.
“Vimos que basta alterar as posições dos cromossomas de um lado para o outro, sem alterar mais nada, que algumas células começam a dividir-se mais rápido, outras a dividir-se mais lentamente, e só pela mudança dos cromossomas algumas têm vantagens e outras desvantagens, o que nunca tinha sido feito”, disse Miguel Godinho Ferreira, um dos investigadores responsáveis pela descoberta.
Segundo o Diário de Notícias, o cientista referiu que as alterações “podem ser neutras e as pessoas nascem, vivem, têm filhos e morrem sem alguma vez saberem que havia rearranjos nos seus cromossomas”. No entanto há mudanças que têm efeitos, não só no cancro, mas também em outras situações como, por exemplo, na fertilidade.
“Podemos agora inferir como as células cancerígenas, com rearranjos cromossómicos, conseguem adaptar-se e crescer mais depressa do que as células normais, como pessoas com diferentes cromossomas podem ter problemas de infertilidade sem se aperceberem, e como estes rearranjos cromossómicos podem ser mantidos na população sem serem eliminados”, concluiu o investigador.