Na semana passada, vários pacientes saíram das consultas sem receitas de medicamentos devido a falhas no sistema informático que, segundo a Ordem dos Médicos, está “sistematicamente a falhar”. De acordo com a Associação Nacional das Farmácias (ANF) o sistema já está em funcionamento, mas de acordo com o Diário Digital os médicos, que já não possuem vinhetas suficientes para passar as receitas à mão, queixam-se de sucessivas falhas no sistema.
Jaime Mendes, presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, refere que o problema “não só é um incómodo enorme para os doentes, como é um desespero para os médicos trabalharem nessa situação”.
“O problema é que são muitas receitas, sobretudo para doentes crónicos e os centros de saúde e os hospitais não têm número de receitas e vinhetas suficientes para substituir”, acrescenta.
A Ordem dos Médicos pretende que o Ministério da Saúde “prolongue os prazos, porque esta exigência de a partir de julho passar tudo a receita desmaterializada deu uma grande desorientação”.
A ANF refere, no entanto, que o processo de dispensa de medicamentos por via de receita eletrónica já está regularizado e que irá trabalhar com o Ministério da Saúde “de modo a que este instrumento tecnológico continue ao serviço dos portugueses e que os problemas técnicos recentes sejam definitivamente ultrapassados.”