Na campanha publicitária, que já foi criticada pela Ordem dos Dentistas espanhola, Figo surge a apresentar a rede de clínicas como se estivesse a falar de uma tática de um jogo de futebol, colocando o foco da mensagem no preço baixo.
Os colégios de dentistas espanhóis opõem-se à utilização de figuras públicas neste tipo de publicidade e defendem que “pode induzir ao consumo de serviços de saúde, o que é contrário aos princípios éticos e deontológicos da profissão.”
Em Portugal, o tema da publicidade na saúde também tem estado na agenda do setor. O Ministério da Saúde já ultimou, inclusive, o documento que irá regular, pela primeira vez, a publicidade em saúde. Se for aprovado, o documento deverá proibir anúncios a consultas grátis ou com desconto, práticas consideradas desleais, enganosas e/ou agressivas.
Neste documento “são proibidas as práticas de publicidade em saúde consideradas desleais, enganosas e/ou agressivas”. Entre estas práticas estão anúncios que “descrevam o bem ou serviço como grátis, gratuito, sem encargos, com desconto ou promoção, condicionando as prestações sucessivas, e que desconsidere, ignore ou seja desproporcional ao custo que é inerente a uma prática segura e com qualidade.”