Só no Reino Unido, o cancro oral vitima uma pessoa a cada três horas devido a diagnósticos tardios, sendo um dos tipos de cancro que mais tem vindo a aumentar em número de casos naquele país, noticiou o “Medical News Today”.
O ViziLite Plus com TBlue consiste num exame indolor e não invasivo que detecta anomalias que podem ajudar ao diagnóstico da doença numa fase precoce. A identificação de lesões orais e o respectivo sistema de marcação é feito através de uma fonte de luz quimiluminescente e uma cor azul marca as mesmas.
Primeiro, o paciente bochecha uma solução durante um minuto. Posteriormente, o especialista activa a luz e ilumina a boca do paciente ao mesmo tempo que examina anomalias nos tecidos. Caso alguma lesão evidencie motivos de preocupação, o paciente é então encaminhado para um especialista.
«Durante os estágios iniciais, os cancros orais podem ser invisíveis tornando a sua detecção extremamente difícil. As hipóteses de sobrevivência aumentam drasticamente se for diagnosticado e tratado previamente», explicou Malcolm Torz, especialista dentário e director clínico do London Day Surgery Centre.
«O cancro oral tem vindo a crescer no Reino Unido. Todos os médicos dentistas deviam utilizar esta técnica de forma rotineira nos seus pacientes. Este teste simples e revolucionário pode ajudar a salvar vidas», salientou o especialista.
O cancro oral pode ter tratamento em 90% dos casos se for diagnosticado previamente. Contudo, 70% dos cancros orais são diagnosticados tardiamente (fases III e IV), o que resulta numa taxa de sobrevivência de 57%.
Factores de risco como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool ou historial familiar são conhecidos por estimular o aparecimento de cancro oral. Contudo, é também importante sublinhar que 27% dos casos de cancro oral não se incluem naqueles factores de risco.
De acordo com estatísticas do Cancer Research UK, cerca de um terço (31%) dos cancros orais são diagnosticados na cavidade bucal e apenas um quarto (29%) na língua. Juntos, os cancros da orofaringe, seio piriforme e hipofaringe completam também um quarto (28%) dos casos, sendo o cancro do lábio o menos frequente (7%).