«Os oftalmologistas são uma combinação entre o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla inglesa) e o serviço privado: os nossos olhos são examinados e depois gastamos o nosso dinheiro para comprar uma armação. Qualquer coisa semelhante aconteceu na Medicina Dentária, que ainda não conseguimos compreender», considerou Lorde Desai, durante o debate.
Segundo o mesmo, ao contrário da prática da Medicina geral, tanto a Medicina Dentária como a Oftalmologia eram, antes da entrada no NHS, um negócio, salientando ainda que existem hoje mais 4.000 médicos dentistas a exercer dos que havia em 1997 e que os gastos em Medicina Dentária estão a aumentar.
Por seu lado, Lord Colwyn acentuou a necessidade de um maior «investimento na Medicina Dentária e um melhor apoio ao cuidados de saúde primários».
«Se os cuidados de saúde oral primários existem para combater as necessidades das comunidades, os profissionais devem possuir os recursos apropriados, em termos de fundos e experiência, para que os serviços médico-dentários sejam bem sucedidos», constatou.
Já a Baronesa Gardner of Parkes destacou duas questões problemáticas: «as pessoas com incapacidades enfrentam problemas em aceder aos tratamentos e o turismo dentário carece também de algum conhecimento».
Por outro lado, a Baronesa Thorton considerou que o aumento do acesso é uma prioridade do Governo e que o novo sistema está a funcionar de forma eficaz. «Muitos médicos dentistas do NHS já se aperceberam que é um sistema viável». «Muitos médicos dentistas a trabalhar no sector privado podem sentir-se desconfortáveis com as reformas, uma vez que o arrefecimento do sistema de saúde nacional dentário britânico desafiou os seus negócios», acrescentou.