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Reportagem sobre uso de amálgama dentária gera polémica

GDC: Médicos dentistas devem agir no sentido de proteger crianças e adultos vulneráveis

A reportagem difundida a 28 de maio na RTP sobre um estudo levado a cabo para avaliar os efeitos na saúde da amálgama dentária de mercúrio, no qual participaram 507 crianças da Casa Pia, reacendeu a polémica sobre o uso deste material nos tratamentos dentários.

O estudo ‘Neurobehavioral Effects of Dental Amalgam in Children’, realizado pela Universidade de Washington em parceria com a Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa, tinha por objetivo averiguar se a substância usada nas amálgamas seria perigosa devido à presença de mercúrio (como sugerem diversos especialistas) e incluiu a participação de 507 crianças da Casa Pia. Metade dos jovens foi tratada com amálgama e os restantes com compósito. A participação nos testes teve de ser previamente aprovada por pais ou encarregados de educação, recebendo em troca tratamento dentário gratuito.

A investigação concluiu que a utilização de amálgama não tem efeitos adversos para a saúde. “Apesar de ter havido alterações dos níveis de mercúrio (nas crianças que foram tratadas com amálgamas de mercúrio), não foram encontradas diferenças estatísticas significativas nas medições de memória, atenção, funções visuais e motoras”.

No entanto, a organização não-governamental norte-americana Consumers for Dental Choice contestou os resultados e defende que o vapor de mercúrio libertado na boca é nocivo. De acordo com a reportagem da RTP, da autoria da jornalista Rita Marrafa de Carvalho, a ONG terá apresentado queixa no Tribunal Penal de Haia.

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