Só em Portugal são diagnosticados, todos os anos, cerca de 1500 novos casos de cancro oral, tumores mais frequentes em homens com idade superior a 45 anos e nos estádios mais avançados da doença as taxas de mortalidade ultrapassam os 60%.
De acordo com João Caramês, diretor do Instituto de Implantologia, “estes carcinomas podem manifestar-se como uma mancha, geralmente branca ou avermelhada, uma massa endurecida ou uma ferida persistente que não cicatriza, sendo maioritariamente assintomáticos na fase inicial, tornando-se progressivamente dolorosos. Outros sintomas incluem a dificuldade em engolir, alterações na sensibilidade e nódulos linfáticos aumentados no pescoço.”
Segundo o Instituto de Implantologia, uma das formas de prevenir o cancro oral passa pela adoção de um estilo de vida saudável que permita a redução dos fatores de risco como o tabagismo e o consumo de álcool.
“O médico dentista, pelo contacto regular com os seus pacientes, encontra-se numa posição privilegiada para contribuir para a prevenção e diagnóstico precoce destes tumores malignos”, refere ainda João Caramês.