Os investigadores do Massachusetts Institute of Technology acreditam que estes sensores, feitos de nanotubos de carbono, poderão ser também modificados para detetar outras moléculas, como a glucose, que poderá ajudar na monitorização dos pacientes com diabetes.
De acordo com os autores do estudo, o óxido nítrico é uma molécula capaz de transmitir mensagens entre o cérebro e o sistema imunitário. Em alguns tipos de cancro, os níveis desta molécula encontram-se alterados, no entanto, os mecanismos envolvidos neste processo ainda não são claros.
Para perceber melhor o processo, os investigadores criaram dois nanosensores que foram testados em ratos de laboratório. O primeiro sensor, que permite uma monitorização mais rápida, foi injetado na corrente sanguínea e após ter passado pelos pulmões e coração, sem a ocorrência de qualquer dano, atingiu o fígado onde foi capaz de monitorizar os níveis de óxido nítrico.
O outro sensor foi embebido num gel e pode ser implantado na pele durante um período de tempo mais longo. Quando este sensor foi implantado na pele dos ratos verificou-se que este permaneceu funcional ao longo de 400 dias. De acordo com os investigadores, este último sensor pode ser útil na monitorização do cancro e de outras doenças que causem inflamação. Adicionalmente, este sensor pode também ser capaz de detetar respostas imunes nos pacientes com membros artificiais ou outros dispositivos implantados.