Em comunicado, a Ordem dos Enfermeiros lembrou a importância que o SNS tem tido na melhoria da qualidade de vida dos portugueses e destaca as mais valias que trouxe à saúde dos cidadãos, como redução da taxa de mortalidade infantil, aumento da esperança de vida à nascença ou diminuição de doenças por via da vacinação. “Perante medidas políticas que o possam colocar em causa, é igualmente necessário estarmos bem cientes de que os prejuízos serão imensos e para todos. Cabe a todos e a cada um de nós desenvolver ações que conduzam à preservação do SNS como o conhecemos”, sublinharam os enfermeiros.
O bastonário da Ordem dos Médicos também referiu que um sistema de saúde equilibrado não deve ser colocado em causa. “O SNS permitiu que Portugal tivesse das melhores estatísticas de saúde do mundo com baixo custo, porque somos dos países da Europa que menos gastam em termos absolutos per capita em saúde e em que os cidadãos mais contribuem para as suas despesas”, afirmou José Manuel Silva à agência Lusa.
Já António Arnaut, considerado o ‘pai’ do SNS, referiu em declarações ao jornal Público que o Presidente da República “tem o dever de vir a público defender o SNS” caso se concretizem os cortes na despesa já anunciados pelo ministro Paulo Macedo e que vão muito além do que foi estabelecido com a troika.
“Se usar a atualização das taxas para as aumentar de tal forma que passem a ser um co-pagamento (e dificultem ou impeçam o acesso aos serviços) isso será inconstitucional”, avisa. Se isso acontecer, o objetivo será o de “desviar as classes médias para fazerem seguros de saúde”, teme António Arnaut, que pede “ao povo que defenda com civismo, mas com firmeza, o SNS”.


