Em comunicado, a Ordem dos Médicos Dentistas refere que “só em despesas de saúde associadas às consequências do tabaco, os países da União Europeia gastam anualmente mais de 25 mil milhões de euros.”
O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, lamenta que “embora sejam passíveis de prevenção, as doenças orais continuam a ser um grave problema de saúde pública do século XXI. Todas as campanhas desenvolvidas não foram suficientes para reduzir números absolutamente chocantes. Em países ocidentais, com a população informada, ainda temos taxas de mortalidade muito elevadas. O tabaco é um flagelo muito grande com consequências pessoais, sociais e económicas demasiado elevadas”.
Nos estados-membros da União Europeia, 28% da população é fumadora, sendo que 29% dos jovens entre os 15 e os 24 anos confessa hábitos tabágicos. Os países do norte da Europa são os que apresentam menores taxas de cancro oral, sendo em contrapartida nos países de Leste, onde o número de casos mais tem subido e onde as taxas de mortalidade são maiores.
Em Portugal surgem cerca de mil novos casos por ano de cancro da cabeça e pescoço, e após o diagnóstico apenas 40% dos portadores sobrevivem à doença mais do que cinco anos. Razão pela qual o bastonário considera essencial “que avance o mais rápido possível o rastreio precoce do cancro oral, no âmbito do cheque dentista, já acordado com o Ministério da Saúde”.
Orlando Monteiro da Silva acrescenta que “a Organização Mundial de Saúde calcula que em 2030, a menos que se verifique uma redução drástica no consumo de tabaco, o número de mortes em todo o mundo vai aumentar para 10 milhões por ano. É um número impressionante, que mais do que nos fazer pensar tem de nos fazer agir rapidamente.”


