«As ondas de luz produzem radicais livres que aceleram a polimerização dos compósitos de resina. Contudo, os radicais danificam as células responsáveis pelo cancro oral, diminuindo o seu crescimento e aumentando as probabilidades de morte celular», afirmou Alpesh Patel, da MCG School of Dentistry, ao “Eureka Alert”.
Patel, que tem vindo a dedicar ao estudo deste este fenómeno com outros colegas de profissão, analisou, em ratinhos de laboratório, 10 tumores em crescimento, dos quais cinco foram submetidos ao tratamento com a luz e os restantes cinco não foram alvo de qualquer tratamento.
Na metade que foi exposta à luz azul, durante 90 segundos por um período de 12 dias, os tumores foram posteriormente extraídos e divididos em duas secções: uma foi utilizada para análise de tecidos e a outra foi congelada para a preparação de extractos proteicos.
A análise aos tecidos indicou um aumento de aproximadamente 10% de morte celular nos tumores tratados com a luz azul e os extractos das proteínas congeladas revelaram uma diminuição de quase 80% no crescimento das células tumorais.
«A redução do crescimento celular, combinada com o aumento da taxa de morte celular, ajuda a compreender o motivo pelo qual os tumores não cresciam uma vez que as células deixavam de ter capacidade de proliferação», elucidou Patel.
«Acreditamos que num futuro próximo este tratamento poderá funcionar como um tratamento complementar à convencional terapia oncológica. Os pacientes podem, por conseguinte, receber doses baixas de quimioterapia e ver reduzidos os efeitos adversos associados», concluiu o professor de Biologia Oral, Jill Lewis que colaborou com Patel neste trabalho.