“Se formos capazes de construir a árvore genealógica de todos os nódulos do cancro de um paciente poderíamos determinar como os diferentes tumores estão relacionados entre si e reconstruir como o cancro evolui”, refere Kamila Naxerova, uma das autoras do estudo.
Para realizar este estudo, os investigadores criaram uma abordagem que se centrou em pequenas áreas do genoma humano, partes que são suscetíveis a mutações que ocorrem frequentemente durante a divisão celular. Apesar destas mutações não estarem diretamente associadas ao desenvolvimento ou progressão do tumor, podem revelar a forma como cada célula tumoral está relacionada com as outras.
Através da análise dos perfis de 22 amostras de cancro do cólon primário e metastizado, os investigadores constataram que a forma como estes tumores se relacionavam entre si era diferente em cada paciente.
“Verificámos que há várias vias que podem conduzir ao aparecimento das metástases. Estamos agora a aplicar esta metodologia para abordar questões clinicamente relevantes sobre a biologia das metástases num maior número de pacientes. O método é rápido e barato e poderá ser aplicado a outros tipos de tumores”, conclui a autora do estudo.


