Das mulheres testadas, aquelas com mais alterações no gene ATM apresentaram o dobro das probabilidades de vir a ter cancro da mama. A investigação mostrou que os genes não foram alterados devido à presença de cancro ativo no corpo ou a tratamentos terapêuticos, tendo em conta que o sangue foi recolhido entre três a 11 anos antes da doença se manifestar.
O objetivo passa por desenvolver um teste de sangue que, conjugado com fatores genéticos e de risco, como o tabaco, possibilite antecipar a doença e adotar medidas preventivas. “Esperamos que esta investigação tenha sido apenas o início do nosso conhecimento sobre os componentes epigenéticos do risco de cancro da mama e, nos próximos anos, esperamos encontrar muitos mais exemplos de genes que contribuam para o desenvolvimento do risco”, referiu James Flanegan, colaborador científico da instituição Breast Cancer Campaign.