Para chegar a esta conclusão, os autores do estudo analisaram dados recolhidos junto de cerca de 210 mulheres grávidas que receberam anestesias dentárias locais durante tratamentos endodônticos, extrações dentárias e restaurações dentárias e de cerca de 794 mulheres grávidas de um grupo de controlo.
Os resultados indicam que a exposição a tratamentos dentários e a anestesias locais durante a gravidez não estão associados a um aumento do risco de problemas médicos, incluindo paralisia cerebral, lábio leporino e defeitos cardíacos em recém-nascidos.
Para além disso, o número de abortos espontâneos, partos prematuros ou peso do recém-nascido não diferiu significativamente entre os dois grupos estudados.
Aharon Hagai, um dos responsáveis pela investigação, defende que “os dentistas e os médicos em geral deveriam encorajar as grávidas a manterem a sua saúde oral continuando a receber cuidados dentários e procurando tratamento quando surgem problemas.”