O FDG-UC (Fluodesoxiglucose[18F] UC) vai ser usado no estabelecimento do diagnostico médico de oncologia. “Além de ser o primeiro medicamento desenvolvido numa universidade portuguesa, representará ganhos significativos para o Serviço Nacional de Saúde, considerando que atualmente toda a FDG [Fluodesoxiglucose] utilizada em Portugal é importada da Espanha”, disse o vice-reitor para a área da investigação da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, segundo o Diário de Notícias.
A partir de agora, Portugal deixa de depender da produção espanhola, país de onde era importado o rádio fármaco que permitia perceber a evolução da doença oncológica.
O medicamento é injetado nos doentes que vão fazer o exame PET, equipamento que deteta a radioatividade, permitindo, no caso da oncologia, “avaliar as neoplasias e, eventualmente, as metástases”, segundo aquele responsável.
“Ao colocarmos o medicamento no Porto ou em Lisboa, por exemplo, fazemo-lo em duas horas, com mais radioatividade do que se vier de Madrid, que demora seis horas ou mais, ou seja, do ponto de vista prático, conseguimos vender radioatividade a menor custo, o que é uma mais-valia para o Sistema Nacional de Saúde”, disse Amílcar Falcão.
A molécula que agora chega ao mercado farmacêutico português é “uma das muitas em desenvolvimento no ciclotrão da UC”, que prevê “lançar nos próximos três a quatro anos seis novos medicamentos nas áreas da neurologia e cardiologia”, conclui.


