Um estudo norueguês recentemente publicado revela que um em cada três profissionais de medicina dentária abstém-se de denunciar casos de abuso infantil. De acordo com o Dental Tribune, graças ao seu bom sistema público de saúde, 98% das crianças norueguesas entre os 3 e os 18 anos visitam o dentista de forma regular, o que coloca estes profissionais numa posição privilegiada para identificar sinais de abuso.
O estudo abrangeu cerca de 1200 higienistas orais e dentistas e procurou saber com que frequência estes profissionais reportam preocupações acerca do bem-estar das crianças que tratam nos seus consultórios.
Na Noruega, os profissionais do sistema público de saúde são obrigados a reportar quando suspeitam que uma criança possa ser vítima de maus-tratos, contudo, o estudo agora publicado mostra que nem todo o fazem.
Seis em cada dez inquiridos revela que já fez algumas denúncias das suas suspeitas de maus-tratos aos serviços de proteção de crianças durante a sua carreira, com essa intervenção a ser mais comum nos inquiridos com menos de 40 anos.
Curioso é que os médicos dentistas de regiões da Noruega mais pequenas, ou de municípios com 10 mil ou menos residentes, mostraram reportar muito menos situações de suspeita de maus-tratos do que os seus pares de regiões com mais residentes.
Por outro lado, ficamos a saber que as principais razões que levam um profissional de medicina dentária a reportar uma suspeita de maus-tratos são a presença de muitas cáries dentárias, uma má higiene oral e faltar à escola frequentemente. Em casos mais extremos, os profissionais referem também já ter identificado sinais de abuso físico, psicológico e sexual.
Saiba mais sobre o estudo aqui. [1]