Segundo dados adicionais fornecidos pela Fundação, embora esta fobia se possa dever a uma experiência traumática sofrida na infância, é igualmente possível que a simples ideia de fazer um tratamento dentário desencoraje as pessoas de irem ao dentista. Muitas vezes, o simples facto de se descobrir a origem do problema pode ajudar as pessoas afetadas por esta fobia a ultrapassarem o medo que sentem.
Os medos mais comuns relacionados com as consultas de medicina dentária são o medo de brocar um dente (30%) e o medo da injeção da anestesia local (28%). O medo da ida ao dentista não é inato, as pessoas não nascem com esse medo. Através de um comunicado de imprensa, a Fundação afirmou que “do mesmo modo que podem desenvolver a fobia, as pessoas podem igualmente ultrapassá-la”. A exposição visual ao ambiente e aos aparelhos dos consultórios de medicina dentária ao longo da infância pode ajudar a evitar a ansiedade dentária na idade adulta.
A Fundação acrescenta que “a medicina dentária moderna evoluiu tanto que pode ser praticamente indolor. Existem consultórios de medicina dentária especializados no tratamento de pacientes que sofrem de ansiedade, pelo que vale a pena as pessoas informarem-se e descobrirem qual é o mais próximo do seu local de residência. Além disso há técnicas de relaxamento e sedação com resultados comprovados no que respeita a ajudar as pessoas a ultrapassarem a odontofobia”. Segundo dados fornecidos pela fundação, cerca de 56% da população foi a uma consulta de medicina dentária do Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido nos últimos dois anos mas, em contrapartida, aproximadamente 2% da população nunca foi ao dentista.
A Fundação afirma que, no caso das pessoas que sofrem de odontofobia, pode ser útil conversarem com alguém sobre o assunto e, inclusive, aconselha-as a visitarem o consultório antes do dia da consulta. Além disso ir acompanhado de uma pessoa amiga e ouvir música pode igualmente ajudar a descontrair e a dissipar a tensão. Os pacientes devem certificar-se de que o médico dentista sabe que têm medo e que estão nervosos, e devem também informar o dentista sobre o que mais lhes desagrada em termos do tratamento. Por outro lado, a consulta deve ser marcada para a hora com a qual o paciente se sente mais confortável e, antes do início do tratamento, deve combinar-se com o dentista um sinal que indique que este deve interromper o tratamento caso o paciente sinta necessidade de fazer uma pausa.