“A carrinha está a funcionar desde 2014, implicou um investimento de 150 mil euros e fizemos tudo o que era possível fazer e exigido, como se de um consultório fixo se tratasse, contrato de lixo hospitalar, análise risco biológico, licenciamento de raio-X, segurança e higiene no trabalho, vistoria sanitária por parte da delegação de saúde de Castelo Branco, além de termos dado conhecimento da mesma à Direção-Geral da Saúde, mais propriamente ao grupo de trabalho dedicado à saúde oral. Tivemos a iniciativa de mostrar a unidade móvel levando-a a Lisboa para ser vista por este grupo de trabalho, o qual se mostrou muito interessado e agradecido pela colaboração”.
O atendimento à população de localidades próximas de Castelo Branco é feito em colaboração com as Juntas de Freguesia, que auxiliam na deteção das populações mais carenciadas, que assim recebem as visitas da unidade móvel dentária todas as 3ª, 5ª e 6ªf. “Esta é uma forma de prestar serviço a uma população desfavorecida, que vive em localidades de difícil acesso, muitas vezes com falta de recursos económicos e que, com a redução das redes de transportes públicos, não têm alternativas para procurar tratamentos dentários em Castelo Branco. Atendemos pessoas de 70 e 80 anos que nunca tinham ido a uma consulta dentária e, no entanto, todas têm o direito ao acesso à saúde dentária”, defende João Rodrigues.
Apesar de haver um vazio legal no que diz respeito a unidades móveis dentárias, o responsável pela JR Dental mostra-se disponível para ajudar as autoridades competentes no que for necessário. “Era importante haver legislação a regulamentar esta área. Está a ser planeada desde 2009 e o mais curioso é que a Entidade Reguladora da Saúde tem nos licenciamentos online um campo para incluir unidades móveis de saúde – medicina dentária. Mas quando avançamos para o licenciamento diz que ocorreu um erro. Ou seja, ainda não há licenciamento, mas já está disponível a introdução dos dados para a unidade móvel”.
João Rodrigues quer apostar em outras unidades móveis para fazer a cobertura de outras regiões, mas para já os planos passam por colocar uma equipa (médico dentista e assistente) a trabalhar todos os dias no projeto. “Só ainda não avançámos porque ainda não estavam reunidas as condições. Defendo unidades móveis dentárias com qualidade”.


