O V3Concept foi lançado em Portugal no início de outubro com a promessa de alterar paradigmas na Implantologia. Uma das características que poderá contribuir para a ‘revolução’ é o desenho triangular, que permite menos compressão do osso e mais espaço.
O MIS Day, organizado em outubro em Lisboa, teve como principal atração o lançamento do conceito V3 em Portugal. A expectativa centrou-se à volta do design de um novo implante que pode vir a alterar paradigmas na Implantologia.
“A visão holística de todo o V3Concept, a performance obtida em todos os estudos científicos dos últimos anos e principalmente o feedback positivo de vários utilizadores nacionais e internacionais dão-nos confiança para afirmar que é uma solução de primeira escolha para a reabilitação com implantes”, declarou Nuno Costa-Santos, CEO da SDS, à SAÚDE ORAL.
Carga imediata
O MIS Day contou com o contributo de vários oradores, nomeadamente Diogo Líbano Monteiro, Eric Van Dooren, João Pimenta e Pedro Rodrigues. Sob o tema ‘Prosthodontics Pearls in Everyday Practice’, Diogo Líbano Monteiro, fundador e coordenador da especialização em Prostodontia da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, referiu que na escolha do implante deve ser tido em conta “o bom resultado clínico, a previsibilidade (comprovada), a confiança, o baixo custo e a versatilidade nos casos”.
O especialista abordou ainda questões relativas à conexão interna, nomeadamente se deve ser cimentada ou aparafusada, apresentando como vantagens da primeira a oclusão, bem como a facilidade de confeção e colocação. Já da segunda opção, a vantagem está na ausência de cimento no sulco.
Já Pedro Rodrigues, mestre em Reabilitação e a exercer prática privada na Clínica Dr. Fernando Póvoas, explicou à SAÚDE ORAL que o ponto principal da sua intervenção – ‘Reabilitação de Maxilares Atróficos com Carga Imediata’ – foi a “a abordagem de reabilitações totais com carga imediata e a possibilidade de escolher dois caminhos: o da regeneração biológica ou da solução protética, sendo que tentei mostrar casos em que trabalhei com tecidos artificiais”.
Durante a sua apresentação, o médico dentista apostou na demonstração “da evolução da técnica de reabilitação total com o conceito All-on-4”. Relativamente à escolha dos implantes, Pedro Rodrigues referiu que “o conceito de plataform switching e cone morse dão-nos bastante viabilidade e segurança” e o V3 “permite uma boa estabilidade óssea, mesmo em osso de pouca qualidade, o que é ótimo para fazermos carga imediata com segurança”. Ainda em relação ao novo implante, o médico dentista reiterou que “o V3 foi desenhado para zonas anteriores, mas conseguimos trazer todas as suas vantagens para as reabilitações totais”.
V3, o implante triangular
Sobre o novo conceito lançado pela MIS, Eric Van Dooren, professor da Universidade de Liege e da Universidade de Marselha, referiu à SAÚDE ORAL que relativamente ao V3 “estamos a ultrapassar obstáculos que tínhamos com implantes”. E explicou: “desenvolvemos este implante nos últimos anos”, sendo que o seu “design é completamente diferente, pois possui um desenho triangular em vez de cilíndrico, o que traz muitas vantagens, como menos compressão do osso e mais espaço, o que permite o ganho de volume ósseo”.
Com uma intervenção intitulada ‘New Opportunities for
Enhancement in The Esthetic Zone’, Eric Van Dooren garantiu que “nos casos estéticos o planeamento é fundamental” e que os desafios futuros passam pelos “componentes prostéticos e pela estabilização a longo prazo dos tecidos moles e do osso”.
Já na perspetiva de João Pimenta, fundador da Associação Portuguesa de Implantologia e Biomateriais, este é um implante “com lógica biológica” porque permite “regressar aos princípios da biologia e da fisiologia, princípios que andavam esquecidos por muito boa gente”.
Falando das características do novo implante, o médico dentista reiterou que o conceito permite “um voltar à origem no sentido de não comprimir o osso cortical”. O V3 “possui uma forma própria em que só três zonas da parte coronal do implante tocam o osso, ficando um gap que é preenchido por coágulo, com formação de osso a seguir”.
João Pimenta garantiu estar satisfeito com os resultados: “estou a trabalhar há um ano com este implante e tem-me propiciado resultados ótimos”.